O impacto das transformações de nosso tempo obriga a
sociedade, e mais especificamente os educadores, a repensarem a escola, a
repensarem a sua temporalidade. E continua. Vale dizer que precisamos estar
atentos para a urgência do tempo e reconhecer que a expansão das vias do saber
não obedece mais a lógica vetorial. É necessário pensarmos a educação como
caleidoscópio, e perceber as múltiplas possibilidades que ela pode nos
apresentar, os diversos olhares que ela impõe, sem, contudo, submetê-la à
tirania do efêmero. (SOUZA, 2011).
“A
sociedade que se configura exige que a educação prepare o aluno para enfrentar
novas situações a cada dia. Assim, deixa de ser sinônimo de transferência de
informações e adquire caráter de renovação constante. ” (SOUZA, 2011).
A aplicação e mediação que o docente faz em sua
prática pedagógica do computador e das ferramentas multimídias em sala de aula,
depende, em parte, de como ele entende esse processo de transformação e de como
ele se sente em relação a isso, se ele vê todo esse processo como algo
benéfico, que pode ser favorável ao seu trabalho, ou se ele se sente ameaçado e
acuado por essas mudanças. (SOUZA, 2011).
“Mas
somente a introdução dos computadores na escola não é suficiente, para que a
prática pedagógica possa ser resinificada, quando a questão é o estabelecimento
de uma relação diferente com o conhecimento e com a sociedade. ” (SOUZA, 2011).
O estudo alicerçou-se na contribuição nacional e
estrangeira que tratam e consideram as tecnologias digitais como potencializadoras
de novos textos, novas formas de pensar, novas práticas pedagógicas, portanto
dando lugar à multimídia na educação baseada em produção e desenvolvimento,
autoria e potencialidade e ao uso de vídeo digital na educação nesta
contextualização de aprendizagem multimídia, gerando projetos e investigações,
exploração de aplicativos disponíveis na rede virtual. (SOUZA, 2011).
Encontra-se nesta perspectiva, a possibilidade para
que professores da Educação Básica e de outros mais variados níveis de ensino,
possam rever concepções de sustentação de suas práticas cotidianas, terem
acesso a apropriem-se de conhecimentos necessários para trabalharem com a
produção de vídeos digitais na sala de aula ou outras interfaces nas diversas
disciplinas escolares, com vistas de propiciar motivação e aprendizagem.
(SOUZA, 2011).
A rapidez das inovações tecnológicas nem sempre
correspondem à capacitação dos professores para que a sua utilização e
aplicação, o que muitas vezes, resulta no uso inadequado ou na falta de criação
diante dos recursos tecnológicos disponíveis, mas não tendo mais o monopólio da
transmissão de conhecimentos, exige-se à escola e ao professor, em particular,
a função social de orientar os percursos individuais no saber e contribuir para
o desenvolvimento de competências, habilidades e cidadania. (SOUZA, 2011).
“Na
educação contemporânea o professor não é visto como a fonte de todo o
conhecimento e o conhecimento não é um objeto, algo que possa ser transmitido
do professor para o aluno. ” (SOUZA, 2011).
“A
expressa necessidade de um maior envolvimento entre as áreas tecnológicas e
educacional é cada mais evidente. ” (SOUZA, 2011).
O espaço educativo escolar deveria ser constituído de
ambientes de troca de saberes e construção de reflexões e práticas
transformadoras. No entanto, os alunos, muitas vezes, não encontram um ambiente
em que possam discutir suas ideias e participar do ato de aprender, mutuamente.
Um dos problemas mais debatidos quando se fala em escola e jovens de hoje é
justamente o distanciamento que há entre a cultura escolar e a cultura da
juventude. Os conteúdos e conceitos aprendidos em sala de aula muitas vezes não
fazem sentido para estes jovens que almejam um futuro que na maioria das vezes
não está ligado ou relacionado com o que veem nas salas de aula. (SOUZA, 2011).
Crianças e jovens interagem com mais informações
audiovisuais e meios eletrônicos do que com mídia impressas, vivendo em um
mundo permeado pelas tecnologias digitais, seus professores foram formados para
ministrar um ensino baseado em técnicas pedagógicas, conteúdos e materiais
convencionais. Muitos educadores acabam apenas reproduzindo os modelos
tradicionais de ensino quando propõem atividades com objetos digitais em sala
de aula, desconsiderando a transição do paradigma aprendizagem/ sala de aula/
escola para aprendizagem/ redes sociais/ sociedade e conhecimento. (SOUZA,
2011).
“O preparo dos docentes
brasileiros para utilização de mídias e objetos digitais como materiais
didático-pedagógicos ainda é insipiente. ” (SOUZA, 2011).
“Todo conhecimento é mais
facilmente aprendido e retido quando a pessoa se envolver mais ativamente no
processo de aquisição de conhecimento. ” (SOUZA, 2011).
SOUSA, RP., MIOTA,
FMCSC., and CARVALHO, ABG., orgs. Tecnologias digitais na educação
[online]. Campina Grande: EDUEPB, 2011. ISBN 978-85-7879-124-7. Available
from SciELO Books <http://books.scielo.org>.
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