sábado, 15 de abril de 2017

Summit usa a tecnologia para oferecer educação com foco em competências


 Nas unidades da Summit, o trabalho dos professores é apoiado pela formação continuada que dura 50 dias e busca colocá-los em situações próximas àquelas que devem oferecer aos estudantes, como o que devem priorizar e como podem pedir ajuda de colegas. No programa de residência recém-aprovado pelo governo da Califórnia, professores poderão frequentar a sala de aula de seus colegas até ganharem confiança.
Nas escolas Summit,  os sempre criticados testes padronizados continuam a existir, mas fazem parte de um leque de opções . “Antes de tudo, buscamos descobrir o que os testes estão perguntando aos estudantes. Pessoalmente, não acho que todos são demoníacos. Alguns demandam apenas memorização, o que não é nem um bom uso do tempo e nem um indicador do que os estudantes podem fazer. Você sempre pode aprender quem deu início à Segunda Guerra Mundial, mas precisa aprender a aprender. Por isso é que priorizamos habilidades acima de tudo, porque quando chegar à universidade, não será esperado que saiba tudo o que foi ensinado, mas como escrever um artigo e uma pesquisa ou uma apresentação”.


Porvir – Como a Summit evoluiu de uma única escola charter para uma se transformar em uma rede?


Nicholas Kim – Esse é meu nono ano na Summit e acompanhei esse período todo desde quando éramos uma única escola. Quando comecei, éramos uma escola que tinha professores incríveis e um sistema de apoio aos estudantes que cuidava de cada criança e se preocupava em criar relações próximas com elas. Dávamos o melhor para que cada aluno tivesse a chance de ingressar na universidade e ter sucesso lá. Esse foco não mudou até hoje. O que mudou foi que há seis anos atrás começamos a ter a ajuda de dados e pudemos ver que apesar de 99% irem para um curso de quatro anos no ensino superior, nem todos se formavam. Ao olhar para os números, sabíamos que tínhamos o dobro (60%) da média nacional de aprovação, mas, na realidade, eles são alunos, e não apenas números, que têm um projeto de vida que nós precisamos ter certeza que foi atendido.



Porvir - O que descobriram que teria que mudar?



Nicholas Kim - Sempre  tivemos boas relações com as crianças, que nos diziam que o que gostariam de ter na universidade era a autonomia sobre seu aprendizado. Elas precisavam ter habilidades para dizer “É isso o que vou fazer porque não existe mentor ou professor para cobrar tudo o que você precisa, para controlar o tempo, para pedir ajuda quando necessário”. E isso deveria ser feito enquanto eles estivessem na escola, com um adulto que se importa com eles fazem e consegue oferecer mentoria durante todo o percurso. Com isso em mente, decidimos mudar o jeito de fazer as coisas. Sabemos que as crianças aprendem em ritmos diferentes, então decidimos construir uma plataforma onde elas podem tomar decisão sobre a melhor maneira para dividir seu tempo, saber o que precisam fazer para completar uma tarefa, tomar decisão por si próprias e praticar de verdade essas habilidades. Para criá-la, fizemos uma parceria com o Facebook, que ofereceu diversos engenheiros, e hoje ela está disponível a todas as nossas turmas.


Leia a entrevista na íntegra no site: http://porvir.org/summit-usa-tecnologia-para-oferecer-educacao-foco-em-competencias/

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